TRT-18 homenageia mulheres pela atuação e protagonismo no Judiciário Trabalhista

23 Out 2023 | 0 comentario

Uma tarde para comemorar e reconhecer o trabalho de mulheres profissionais da magistratura, Ministério Público, advocacia e servidoras do TRT de Goiás. Esse foi o objetivo do lançamento da exposição virtual “Mulheres & Trabalho: Atuação e Protagonismo no Judiciário Trabalhista” em cerimônia realizada na tarde de quarta-feira, 12/7, no lounge do Complexo Trabalhista de Goiânia.

Foto da juíza Fabíola Evangelista. Trata-se de uma mulher branca, de cabelos castanhos e curtos, usando óculos de grau, blusa e calça pretas e sapatos com estampa de onça. Ela está de pé atrás de um púlpito e falando em um microfone de mesaA juíza Fabíola Evangelista, vice-coordenadora do Comitê de Documentação e Memória do TRT-18, e também uma das homenageadas da exposição, falou sobre a capacidade acolhedora e conciliatória da mulher desde o início da humanidade. A magistrada destacou o fato de a Justiça do Trabalho ser o ramo do Poder Judiciário com maior atuação feminina e também reconheceu a importância das mulheres que já passaram pelo Judiciário Trabalhista.

“Que vocês sejam sempre lembradas e festejadas, mas mais que isso: que sejam sempre fonte de inspiração para que, através da Justiça do Trabalho, possamos continuar a solucionar conflitos e a construir uma sociedade mais humana e igualitária”, desejou a magistrada a todas as homenageadas.

Abrindo seu discurso, o coordenador do Comitê de Documentação e Memória do TRT-18, desembargador Elvecio Moura dos Santos, trouxe uma citação da historiadora brasileira Emília Viotti ao afirmar que “um povo sem memória é um povo sem história”. Ele explicou que o Centro de Memória do TRT de Goiás busca, com esta exposição, resgatar e manter viva a história das mulheres que construíram e constroem o Judiciário Trabalhista.

Foto do desembargador Elvecio Moura dos Santos. Trata-se de um homem branco com cabelos grisalhos. Ele usa um terno azul-marinho, camisa social azul-claro e gravata vermelha e está de pé atrás de um púlpito falando em um microfone de mesaO magistrado descreveu a exposição virtual como sendo “um tributo do TRT-18 a todas as mulheres que desafiaram as limitações sociais, cada uma a seu tempo, enfrentaram adversidades e se destacaram em um ambiente historicamente dominado pelos homens”. Elvecio finalizou sua fala agradecendo a atuação de todas as mulheres que integram a Justiça do Trabalho goiana.

Ao discursar, o presidente do Tribunal, desembargador Geraldo Nascimento, destacou que o evento celebra as conquistas femininas ao longo das últimas décadas, no Judiciário trabalhista goiano, assim como é um convite a perceber a necessidade de prosseguir na luta das mulheres para o enfrentamento dos graves problemas decorrentes da desigualdade de gênero que ainda persistem em todo o mundo.

Geraldo Nascimento parabenizou o desembargador Elvecio Moura, coordenador do Comitê de Documentação e Memória, pela louvável iniciativa de realizar esse resgate da memória e do orgulho dessas bravas mulheres, que, sem muito alarde, forjaram seus nomes na história da Justiça do Trabalho goiana. Por fim, fez uma especial reverência ao papel desempenhado pelas mulheres que exerceram o cargo máximo deste Tribunal: as ex-presidentes desembargadoras Ialba-Luza de Mello (in memorian), Kathia Albuquerque, Dora Maria da Costa e Elza Cândida da Silveira.

Números
Foto do desembargador Geraldo Nascimento. Trata-se de um homem branco, de cabelos grisalhos. Ele usa um terno preto, camisa social branca e gravata azul e está de pé atrás de um púlpito e falando em um microfone de mesaO desembargador Geraldo Nascimento citou números apontando como as mulheres têm se destacado no Brasil quanto ao nível educacional, “37% mais alto que o dos homens, além de se realçarem na vontade de ingressar no mercado de trabalho e na assunção de responsabilidades pelo cuidado do lar e dos filhos, muitas vezes, sem a presença de um companheiro. Por outro lado, mencionou dificuldades que elas enfrentam, como salários menores que os dos homens no mercado de trabalho e a ínfima participação masculina na divisão de tarefas domésticas.

Ao falar da presença feminina no TRT-18, Nascimento ressaltou que ela é expressiva: dos 100 cargos de magistrados hoje ocupados, 46 são ocupados por mulheres e 54 por homens. “Provavelmente, teremos uma virada histórica nesse placar com o concurso nacional em andamento. Entre os servidores, as mulheres aplicam uma goleada impiedosa nos chamados ‘machos alfas’, indivíduos confiantes que se acham dominantes. Dos 1.427 postos de trabalho no Tribunal, cerca de 794 são ocupados por mulheres e apenas 633 por homens”, citou.

Depoimentos
Foto da plateia da exposição “Mulheres & Trabalho”. As pessoas estão sentadas em cadeiras pretas e assistindo a uma apresentação musical. A ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Delaíde Arantes disse que ficou emocionada com a homenagem aos seus 42 anos de carreira jurídica. “Muito significativo para mim esse reconhecimento. É também uma honra assistir a essa homenagem a tantas mulheres que deram a vida à Justiça do Trabalho”, ressaltou.

A advogada Maria Tereza Caetano completa 22 anos de atuação na área trabalhista e disse que a homenagem foi “certeira” nas escolhas e na “necessidade de lembrar o papel edificador da mulher na Justiça do Trabalho”.

Alciane Carvalho, juíza há quase 29 anos da 18ª Região, disse estar emocionada em receber a primeira homenagem que o tribunal faz especificamente para as mulheres da carreira jurídica. “É uma alegria encontrar todas as mulheres e voltar a abraçá-las”, destacou.

A servidora Geisa Campelo falou da gratidão e orgulho de fazer parte do TRT-18 há quase 30 anos. “É muito gratificante sentir o quanto somos estimuladas. Trabalho todos os dias com muita alegria e entusiasmo para bem servir a sociedade”, assinalou.

A exposição
Foto da juíza Fabíola Evangelista (uma mulher branca, de cabelos castanhos e curtos. Ela usa blusa e calça pretas e sapatos com estampa de onça), do desembargador Elvecio Moura Santos (um homem branco com cabelos grisalhos. Ele usa um terno azul-marinho, camisa social azul-claro, gravata vermelha e sapatos sociais pretos) e da servidora Ariony de Castro (uma mulher branca de cabelos na cor castanho-claro. Ela usa blusa preta, calça branca e sapatos pretos). Os três estão de pé, lado a lado e sorrindoEntre as mulheres homenageadas com a exposição estão ministras, desembargadoras e juízas em atividade e aposentadas do TRT-18, procuradoras do Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO), servidoras em atividade e aposentadas do TRT-18 e advogadas trabalhistas. Ao todo, foram 118 mulheres indicadas pelo Comitê de Gestão Documental e Memória, coordenado pelo desembargador Elvecio Moura dos Santos e pela juíza Fabíola Evangelista Martins (vice-coordenadora).

As homenageadas figuram num flip book, um revista eletrônica interativa com fotos, depoimentos e QR Codes para vídeos. A publicação está permanentemente à disposição da sociedade desde o lançamento, no dia 12/7, com acesso pelo site do TRT-18, na página do Centro de Memória, no menu Projetos. Também poderá ser acessada pelos visitantes do Centro de Memória por meio de totens interativos instalados no local. Acesse a exposição virtual.

O Centro de Memória Juiz Paulo Fleury da Silva Souza está aberto, localizado no andar térreo do novo prédio do Complexo Trabalhista, à visitação pública entre 8 e 16h, com acesso fácil pela Rua T-52, no Setor Bueno.

Galeria de fotos em alta resolução

FV/WF/TM

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